Tem dado que parece ruim à primeira vista e, na verdade, é ótima notícia pra quem vive de oficina. A frota de carros envelhecida no Brasil é um deles. Segundo levantamento do Sindipeças, a idade média da frota brasileira já passou dos 11 anos. Ou seja, o carro médio nas ruas do Brasil está envelhecendo ano após ano, e sem sinal de reverter tão cedo.
Pra montadora, isso é um problema (gente trocando de carro com menos frequência). Pra sua oficina, porém, é o contrário.
Carro velho não é carro parado: é carro rodando e precisando de manutenção
Um carro com 10, 12, 15 anos não some das ruas. Ele continua rodando, continua levando gente pro trabalho, continua precisando de pneu, correia, suspensão, revisão. A diferença é que esse carro já saiu da garantia da concessionária fazia tempo. E é exatamente aí que a oficina independente entra.
Enquanto carro novo em garantia costuma voltar pra rede autorizada, carro com frota “madura” é o público natural da oficina de bairro. É a oficina de confiança, aquela que o dono já conhece pelo nome. Por isso, com a frota de carros cada vez mais envelhecida no Brasil, esse público só cresce.
Onde está a oportunidade real da frota de carros envelhecida no Brasil
Não é só “ter mais carro velho rodando por aí”. Na verdade, é sobre o tipo de serviço que isso gera:
- Manutenção preventiva recorrente: suspensão, amortecedor, correia dentada, sistema de arrefecimento, itens que em carro mais novo ainda não pedem socorro.
- Clientes fiéis de longo prazo: dono de carro mais velho tende a manter o mesmo veículo por mais tempo. Assim, se for bem atendido, vira cliente recorrente de verdade, não só de emergência.
- Menor concorrência da concessionária: quanto mais velho o carro, menos interesse a rede autorizada tem nele. Então sobra mais espaço pra quem conhece o carro de perto.
Como aproveitar isso na prática
Existe uma oficina que só espera o cliente aparecer com problema. E existe outra que cresce em cima desse cenário. A diferença entre as duas está em um detalhe simples: usar o histórico que você já tem.
Se o seu sistema de gestão guarda a data da última troca de correia, do último alinhamento e da última revisão de cada cliente, dá pra fazer o caminho inverso. Ou seja, entrar em contato antes do problema aparecer. Por exemplo: “Seu carro completou a quilometragem da próxima revisão” é uma mensagem simples. Ainda assim, ela transforma manutenção preventiva em faturamento previsível, em vez de só esperar o carro quebrar. (Quer mais ideias? Veja estas 7 ações de fidelização de clientes para sua oficina.)
Frota envelhecendo não é um problema do setor automotivo. Pelo contrário: é a confirmação de que vai ter trabalho de manutenção por muitos anos pela frente. Só depende de quem vai estar organizado o suficiente pra captar esse cliente antes da concorrência.
O Bruning Eixo guarda o histórico completo de cada veículo e cliente, pra você saber exatamente quando é a hora de entrar em contato antes do carro dar problema. Quer ver como funciona na prática? Fale com a gente.